terça-feira, 9 de junho de 2009

Danillo Ferreira - Anabela Salinas


- Aqui senhor.
- Vadia - falou baixinho pra si mesmo.
- Flor, segura aqui para mim, vou fumar umzinho ali fora.

Tenho que sair dessa com sabedoria. Se eu vender meu ipod tiro uma grana boa pra cobrir esse furo. Mas quem compraria? E minha mãe vai logo querer saber o motivo da venda e vai falar pra porra! Só se eu pegar emprestado. Mas quem? Foda! Estou devendo a tanta gente. Cruzes Danillo, que roubada, hein!? Eita mundo injusto para um garoto de 17, dependente de pais e de um pózinho do bom.

- DANILLO! Porra brother, ajuda aí, a casa tá cheia! - Gritou Flor, se equilibrando entre as cadeiras e as bandejas.

A casa tá cheia? A casa tá cheia! A casa tá cheia! A ca-sa tá cheia de gra-na. Cada café desse custa o olho da cara e tem as tortas e os charutos cubanos, deve ter o suficiente no caixa. Pego tudo e vazo. Não! Muito suspeito. Preciso de uma cumplice, se a Florzinha não fosse tão caxias.

- Ane, como é trabalhar no caixa?

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