domingo, 7 de junho de 2009

Dorival Queiroz de Albuquerque - Renata Salinas


- Desculpa, o caralho! Vá esbarrar em outro, seu filha-da-puta!

Malditos sejam aqueles que não olham para onde andam. Malditos sejam os que não sabem para onde vão. Malditos sejam todos os humanos. Droga, droga, droga, que inferno de Vida. Fiquei ontem a noite pensando milhares de coisas, que sequer lembro agora. Minha cabeça não consegue parar. E aquele merda do Antônio, infeliz que me liga para me acusar de um crime que não cometi. Preciso sentar, preciso olhar para o rosto de alguém, preciso de um espelho. Vou tomar uma quente naquela espelunca.

- Um conhaque.

Que banheiro imundo. Maldito seja Antônio. Malditos aqueles que fazem literatura obscena em banheiros públicos. Estou ficando velho. Essas rugas não estavam em mim anteontem.

- Eu não a matei! Eu a amava!

Conhaque vagabundo, vai me fazer mal. E que salame é esse? Verde? Maldita espelunca e maldita garçonete de quinta.

- Ei, sua puta!

4 comentários:

Jardson Fragoso disse...

challenge...

Ramon Alcântara disse...

challenge...

Pedrosa do Rio disse...

Manda ver nesse negócio aí, dupla dinâminca!

Anônimo disse...

Muito bom! Muito bom!


Daniela Alcantara