segunda-feira, 8 de junho de 2009

João Augusto Souza Viana - Arlindo "da rua"


- Opa! Demorei de ligar porque tinha uma desocupada aqui no telefone público. Tudo em cima, ele passou aqui a pouco, estava estranho, com um olhar perdido, entrou em um bar... espere, ele está saindo, vou desligar.

Eu não posso perdê-lo, mas como esse cabra anda rápido e incerto. Onde será que estamos indo? Deveria ser proibido andar assim a esmo por uma cidade tão conturbada. [risos consigo mesmo] Se fosse proibido, eu certamente seria preso por diversas vezes. Nem ao menos sei o motivo pelo qual estou seguindo esse cidadão, não sei o que ele fez, não sei o que ele é capaz de fazer. Não sei para onde vai, nem sei onde estou. Mas... uff! Preciso dessa grana, preciso não voltar àquele estado deplorável que cheguei. Perdi muito. E ademais, meu livro irá sair muito caro. Ops!

- Desculpa senhor, não o vi... a propósito, que bairro é esse? Senhor? Senhor? SENHOR?

Só tem maluco nesse mundo. O olhar deste senhor é mais sombrio do que o do meu alvo de perseguição, que inclusive adiantou os passos, tenho que correr.

2 comentários:

Adinailson disse...

muito boa a ideia...

intrigante...excitante...

confesso q ja to curioso pra conhecer Arlindo.

Jardson Fragoso disse...

Grande sacada...