segunda-feira, 29 de junho de 2009

Paulo José Carvalho - Jorge José Jimenez "o Jota"


Paulo sempre foi um homem prestativo. Assumiu desde adolescente a filosofia do fazer o bem sem ver a quem. Na verdade, andou repensando essa sua postura nos últimos anos, desde que começou a frequentar um psicanalista. A psicanálise lhe fez descobrir em si o que mais de horrível ele podia ver naqueles que nunca se prontificavam a ajudar (para ele, a pior espécie de gente). Pois bem, atualmente vivia nesse dilema, entre o seu eu ideal e seu ideal de eu. Quando soube da prisão de Anabela, deu um breve sorriso ainda sem jeito, querendo forjar uma satisfação e enquanto corria para avisar a Renata, não sabia se estava indo para ajudar ou para gozar de uma situação maléfica de um outro, como um bom sádico.

Sairam os dois correndo para delegacia e lá, Paulo, já estava envolvido com a situação, usando-se também de sua formação em direito, embora não pudesse advogar.

- Mas senhor delegado Patrício, não houve flagrante e ainda tem o desaparecimento suspeito daquele rapaz, como a senhorita Anabela pode ser a principal suspeita?

Quando o delegado iria responder, foi interrompido pelo voz grave e imponente de Jota, que tem o poder do respeito e faz parar qualquer conversa:

- Oh Patrício não esqueci daquele nosso papo de ontem não viu? Depois passo aqui - Saiu com o mesmo ar de desdém que entrou como se aquele pequeno caso policial não fosse digno de sua atenção.

2 comentários:

Ramon Alcântara disse...

Agora Jota, é com você!

Flor de Lis disse...

Esse Patrício é intrigante! Tem q aparecer de novo!