segunda-feira, 8 de junho de 2009

Renata Salinas - João Augusto Souza Viana


Já se acostumou com os palavrões... era seu dia a dia... Cada sujeito que aparecia nessa espelunca...

- Sim senhor está aí – Nem olhou para o rosto de mais um infeliz que se perdia no álcool.

Dia cheio, toda quinta-feira é assim, os sem o que fazer enchem a cara desde cedo... Mas isso não importava... As horas não passavam e a noite ela ia se encontrar com Maurício... Tinha comprado aquela renda nova pra impressionar na primeira vez... Era uma boa cartada, ela já trintando, precisava se encostar em alguém e Maurício servia pra isso... trabalhador, supervisor de supermercado... Com certeza ela iria se casar com ele, precisava sair daquele lugar, precisava mudar de rumo... Bateu a saudade e pensou: “Vou ligar pra ele”.
Pegou o cartão telefônico e saiu rapidinho do bar para usar o telefone público na rua. Ansiosamente e com um sorriso no rosto se pôs a discar...

- O que é isso? Ele não atende.

Foram-se mais três tentativas... nada, passou pra quarta, quinta... a fila começou a se formar...

- O que aquele Filha da P... tá pensando? Pensa que já é assim me traindo e não atendendo o telefone?
- Moça preciso usar o telefone... se puder adiantar...
- Já vai! - Mais uma tentativa e nada... O sorriso sumira do rosto.
- Moça por favor!
- Engole essa Porra!

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