domingo, 14 de junho de 2009

Silvia Cavalcanti - Judith P. Alves


Desligou o celular... as lágrimas continuavam a cair... “Vou acabar com isso”... Pegou o frasco do remédio que teve conhecimento em uma reportagem de jornal... ”Não posso ficar aqui! Meu pai deve estar correndo pra cá! Preciso de tempo para o remédio fazer efeito!”... Pegou o remédio e saiu do prédio com uma pressa angustiada... Com o rosto banhado em lágrimas alcançou a praça... Morava em um bairro central, mas mesmo assim a madrugada mostrava a praça como um local aterrador... “A praça que mamãe me trazia.”... Chorava impacientemente... Correu para o canteiro central da praça... sentou... pegou a vasilha do remédio... colocou umas 20 pílulas na mão... “Tudo pronto!”... lembrou de deixar a carta para o pai... deixou no celular em casa uma dúzia de fotos do dia... “Agora vou te ver mãe!”... Mastigou e tomou os comprimidos como se fossem balas... Limpou as lágrimas... olhou para frente e quase que desmaiava pelo choque. A mulher do outro lado da fonte que conversava com o rapaz era a sua mãe... ”Não pode ser!”... Alta, cabelos loiros... embora estivesse na noite só podia ser sua mãe... observou mais uns vinte segundos e levantou para ir de encontro a sua mãe:

- Mãe! Mãe! Eu te amo! – As pernas lhe faltaram e caiu...
- Mãe! Mãe!- As palavras estavam sendo sussurradas...

- Me ajude aqui João! A menina tá passando mal! – Gritou para o homem com quem conversava anteriormente.

3 comentários:

Ramon Alcântara disse...

Boa!

jonathas disse...

Muito bom!!!

Leitura rapida, diferentes historias,unidas pela conteporaneidade, diferentes personagens de um mesmo tempo. Angustia, ansiedade, na velocidade dos acontecimentos que se misturam na linha temporal... muito show

jonathas disse...

O tempo, o fato, o acontecimento aparece como personagem pricipal da trama. to gostando