Desligou o celular... as lágrimas continuavam a cair... “Vou acabar com isso”... Pegou o frasco do remédio que teve conhecimento em uma reportagem de jornal... ”Não posso ficar aqui! Meu pai deve estar correndo pra cá! Preciso de tempo para o remédio fazer efeito!”... Pegou o remédio e saiu do prédio com uma pressa angustiada... Com o rosto banhado em lágrimas alcançou a praça... Morava em um bairro central, mas mesmo assim a madrugada mostrava a praça como um local aterrador... “A praça que mamãe me trazia.”... Chorava impacientemente... Correu para o canteiro central da praça... sentou... pegou a vasilha do remédio... colocou umas 20 pílulas na mão... “Tudo pronto!”... lembrou de deixar a carta para o pai... deixou no celular em casa uma dúzia de fotos do dia... “Agora vou te ver mãe!”... Mastigou e tomou os comprimidos como se fossem balas... Limpou as lágrimas... olhou para frente e quase que desmaiava pelo choque. A mulher do outro lado da fonte que conversava com o rapaz era a sua mãe... ”Não pode ser!”... Alta, cabelos loiros... embora estivesse na noite só podia ser sua mãe... observou mais uns vinte segundos e levantou para ir de encontro a sua mãe:
- Mãe! Mãe! Eu te amo! – As pernas lhe faltaram e caiu...
- Mãe! Mãe!- As palavras estavam sendo sussurradas...
- Mãe! Mãe!- As palavras estavam sendo sussurradas...
- Me ajude aqui João! A menina tá passando mal! – Gritou para o homem com quem conversava anteriormente.
3 comentários:
Boa!
Muito bom!!!
Leitura rapida, diferentes historias,unidas pela conteporaneidade, diferentes personagens de um mesmo tempo. Angustia, ansiedade, na velocidade dos acontecimentos que se misturam na linha temporal... muito show
O tempo, o fato, o acontecimento aparece como personagem pricipal da trama. to gostando
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