segunda-feira, 20 de julho de 2009

Romário de Oliveira - Arlindo "da rua"


- Dona Rita? O que está acontecendo?

Percebeu algo estranho e logo em seguida apareceu um homem na sua frente, segurando Rita de Cássia no braço e apontando a arma para ele.

- Romarinho, cuidado! - veio o grito dos fundos.

Ele sem reação levantou as mãos, acostumado a ser "confundido" por bandido na rua pela polícia, esse gesto já era natural e automático ao olhar uma arma. Mas a mesma malandragem adquirida nas ruas, o fez perceber que aquela arma era de brinquedo e não hesitou em partir pra cima do criminoso. Rita de Cássia se afastou assustada e correu para o banheiro para socorrer Luquinhas. Os dois após se esmurrarem pelo chão, levantaram e se cercaram... foi quando o ladrão saiu correndo pela porta. Romário foi atrás na perseguição, gritando:

- Pega ladrão! Pega ladrão!

De repente o celular que acabara de comprar com o dinheiro ganho facilmente do Deputado caiu no chão. Ele parou, pegou e continuou a perseguição, mas em um ritmo mais lento. Agora corria pensando nas diversas vezes em que ele era o perseguido, quando sempre era "confundido" com um marginal na rua; pensando nos conselhos de sua mãe para ele evitar se envolver em encrencas, "pois meu fio sempre sobra pro preto"; pensando em Adelaide, "será que ela ficou bem?"... "Dica será a mãe do meu filho e eu vou mudar de vida"; pensando nos possíveis motivos que levaram aquele maltrapilho com uma arma de brinquedo tentar ganhar um dinheiro fácil, "será que foi um ato de desespero? será que ele tem uma Dica com um filho com fome a sua espera?"; pensando no gesto surreal daquele deputado, "cem reais? do nada? nunca vi disso... o que justifica esse desnível: de um lado um esnobe que sai distribuindo dinheiro para conseguir voto e de outro um qualquer que rouba pra sustentar um filho ou um vício?". Foi diminuindo os passos, pensando "quem eu estou perseguindo? quem me persegue agora?". Já havia percorrido uma grande distância, corria no automático, já sem propósito, quando foi segurado pelo braço, energicamente:

- Deixe ele ir.

8 comentários:

Ramon Alcântara disse...

A pedidos:



Arlindo "da rua"


abz.

Jardson Fragoso disse...

Grande romário...tantos turbilhões de pensamentos e criticas sociais em uma atitude "heroica" ou não... essa foi boa ramon... obrigado por arlindo... Tava na hora do desconhecido por excelencia voltar...rsrs abz

Anônimo disse...

hejhehe li tudo agora e to curtindo!

abs
:)

Leandro S. Mascarenhas Ribeiro

Flor de Lis disse...

Rita de Cassia: - Filhinho, espero que vc n cresça traumatizado, revoltado com o mundo!

Luquinhas: - Não, mamãe! Eu "xou" o homem da "caja" "agola". Vou acabar com a "raxa" daquele doido. "Selei" um Max Steel!!!

Brincadeiras à parte, quem sabe Luquinhas ainda volte???

Raquel disse...

muito bom parabens pra vcs!!
agora fiquei anciosa pra continuar minha leitura!!
agora estou a espera de "arlindo da rua"...

Ramon Alcântara disse...

Hummmmmmmmmm

tic-tac... tic-tac...

Flor de Lis disse...

Hum... quanta demora... Kd esse tal de "speed" de vcs hein? Puxa a orelha de Jardson Ramon!!!!

Ramon Alcântara disse...

Aorelha dele é de borracha. Mas ele tá prometendo voltar no speed.... coisas de literatos!