quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Jorge José Jimenez "o Jota" - Patrício Vilas Boas

Entraram no carro e o silêncio foi pairando no trajeto... Jota encarava Dorival com um ar diferente... os colegas percebiam mas nenhum ousava comentar... Chegando na Delegacia entraram pelos fundos e o Delegado Patrício já avisado, se encontrava a espera, mas Jota tinha outros planos.

- Deixa ele comigo uns vinte minutos – falou segurando Dorival pelas algemas.

O colega não ousaria retrucar e foi dar o aviso a Patrício... Puxando o suspeito cada vez mais forte pelo braço colocou em uma sala no subsolo da delegacia onde só constava uma cadeira. Sentou o acusado e prendeu seus braços atrás da cadeira com a ajuda de uma algema extra... o olhar de Jota transmitia uma crueldade fora do comum:

- Você tinha que matar Aline, Porra! - A pegunta foi seguida de um soco no abdômen.. HUMMM! - O gemido de dor...
- Eu não a matei!! - Dorival gritava exasperado.
- Me fale do seu chefe seu bosta!- A raiva de Jota era tão forte que lágrimas saiam involuntariamente de seus olhos – Eu já não tinha parado a investigação?? POR QUE VOCÊ A MATOU VIADO FILHO DA PUTA???? - Um soco mais forte seguido de mais lágrimas... Dorival perdeu o ar... demorou dez segundos para ousar responder...
- Eu a amava! EU AMAVA! EU NÃO MATEI!!! - Seu grito foi calado por mais um soco...
- Simples então - Jota falou agora em tom sereno – Você está perdido, tenho tudo o que você fez. As transações ilegais para o deputado, o tráfico de drogas, o laudo do IML que mostra que você teve relações com a vítima... isso tudo já é consumado... você se fudeu! Mas, me fale de seu chefe...- Deu uma pausa enquanto olhava as lágrimas de dor do interrogado – Por onde ele recebe a mercadoria?
- Eu não sei de nada, Porra! Eu não matei ninguém! Nem lembro da noite com Aline! Sou inocente! Huhg!! - Mas um soco... agora sentia o gosto de sangue na boca.
- Rapaz! Dorival, parece que é a primeira vez que nos encontramos, você não me respeita não? Não sabe do que eu sou capaz? Estou te deixando só com as acusações leves... pense bem... Vou perguntar de novo, por onde o deputado Lima recebe as mercadorias?

Dorival olhou pra Jota, agora sem lágrimas e com uma feição cada vez mais cruel e disse com um olhar desafiador:

- No galpão 17 da Rua Chile – Olhou agora confiante – Você é um covarde, não vale o dinheiro que pagamos! Eu amava Aline! Nunca a mataria, mas você... HUGHH! - Um soco agora no rosto levou um dos seus dentes...

Jota olhou com calma, sabia que tinha perdido “a razão”, teria que explicar a falta de dentes para o chato do Patricio... Levantou o acusado e o levou em direção a sala do delegado... no meio do corredor disse ao ouvido de Dorival.

- Cuidado pra da próxima vez que você for tomar seu uísque eu colocar outra coisa pior que alucinógenos...

Jota sorriu internamente mantendo a postura enquanto ia entrando na sala de Patrício, contudo perdeu a tranquilidade quando viu Patrício seguido de Judith e Otávio

2 comentários:

Ramon Alcântara disse...

a trancos e barrancos a caravana não pode parar..... em breve mais revelações......... abz.


vixe o deputado fanfarrão está na história!


boa jardson, bela costurada!

Ramon Alcântara disse...

jards meu caro, esse fds sai mais um capítulo.... abz