- Bom dia Seu Arlindo? Bom dia? – como não obteve resposta e viu o sempre enigmático Arlindo “da rua” sair como se ele não estivesse ali, Martin continuou seus afazeres.
O pior que eu nem culpo uma desgraça dessa, deve ter tido uma vida fudida cheia de loucuras e decepções. Ele viu algo que o assustou no jornal, será que foi a reportagem sobre Dorival, o assessor parlamentar que foi acusado de assassinato daquela jornalista? Hum... Que se dane! Não tenho nada com o “da rua”, nem com o assassino, nem muito menos com aquela gostosa. Vou seguir com minha vidinha, com Suzana, minha gordinha que me ama e Douglas meu filho querido.
[Ficou olhando o relógio que ganhou no último domingo, dia dos pais.]
- Ei... psiu... ei... EI! - chamava uma voz atrás do banheiro público – Martin olhou meio ressabiado.
- Eu quero um jornal – embora fosse muito cedo ainda, Martin vendeu normalmente, apesar da cena inusitada e daquele homem descabelado e maltrapilho ser muito estranho.
Mais estranho que o Arlindo, esse aí...
Puta merda! Nossa Senhora do Caralho a Quatro! Era ele!
[Martin olhou a foto no jornal e reconheceu o assessor foragido, embora mais barbado e mal tratado. Quando as pernas começaram a tremer e os neurônios ficaram perdidos sem saber quais sinapses fazer, tomou um susto com movimentos bruscos: eram dois homens, parecendo policiais, agarrando Dorival na porrada. Não demorou muito chegaram os carros da polícia.]
- Socorro... eu sou inocente... eles vão me matar – Os gritos foram abafados por um homem imponente que encarava Dorival com um ar de vitória.
2 comentários:
FAntástico Ramon... Já era hora dos dois se baterem frente a fente... Jota tem muito a se explicar...
a hora das revelações...............
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